Saúde na televisão ou saúde de televisão?

Enrique Falceto de Barros, Tatiana Souza de Camargo, Everton Oliveira

Resumo


Introdução: É notável a temática da saúde, da medicina e da qualidade de vida em diversos programas de televisão - com variadas abordagens. Esses programas ensinam conhecimentos, atitudes, sentimentos e valores a respeito do corpo e de seus cuidados. Sendo assim, buscamos pensar acerca desta importante forma de comunicação sobre saúde.

Objetivos: Pensar as relações entre a Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil e a televisão brasileira, a partir da experiência de um dos autores como apresentador do programa Ser Saudável transmitido pela TV Brasil.

Metodologia ou Descrição da Experiência: Descrição analítica da produção e apresentação das duas temporadas do programa Ser Saudável, com base nas experiências e especialidades bastante diversas dos três autores – as de uma Bióloga educadora, com pesquisas sobre Mídia, Educação em Ciências e Educação em Saúde; as de um Médico de Família e Comunidade (MFC), com experiências na área da Comunicação e que é apresentador do programa Ser Saudável, da TV Brasil; e as de um Sociólogo, que tem por tema de pesquisa o serviço de Saúde Pública no Brasil e as diversas esferas envolvidas em sua implementação.

Resultados: Pudemos observar poucas imagens e relevância a questões centrais para a APS no Brasil, como Agentes Comunitários de Saúde (ACS), trabalho interdisciplinar entre médicos, enfermeiros e ACS, apresentação do território, entre tantos outros aspectos chave. A equipe de jornalistas encarregados pela criação de conteúdo apresentou dificuldade em entender e introduzir tais elementos no programa. Entretanto, mostraram sensibilização ao tema da APS, refletida em grande medida pela contratação de outros dois MFCs para segundo apresentador e consultor técnico geral.

Conclusão ou Hipóteses: O programa Ser Saudável enfatizava a imagem do médico super-especialista, aliada à noção de cuidado hospitalocêntrica, focada em exames complementares. Isso nos leva a pensar que a APS brasileira precisa aproximar-se das diferentes mídias, a fim de ressaltar que o modelo tradicional de medicina deve ser complementado e até superado por uma abordagem mais ampla sobre processos de saúde-adoecimento.






Palavras-chave


Atenção Primária à Saúde; Televisão; Comunicação.

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