Cuidando adequadamente de pacientes poliqueixosos usuários de benzodiazepínicos em grupos

Sandra Fortes, Eloá Machado Borges, Marilia Verdussen, Celina Ragoni Correa, Vania P Fagundes

Resumo


Introdução: Pacientes poliqueixosos usuários crônico de benzodiazepínicos são uma grande dificuldade em saúde mental na Atenção Primária, provocando sentimentos de impotência e rejeição nos profissionais, sobrecarregando os serviços. Grupos oferecem diagnóstico e tratamento corretos, sendo também espaços de acolhimento, esclarecimento, suporte e reforço de atividades prazerosas e resgate da autoestima.

Objetivos: Cuidando adequadamente de pacientes poliqueixosos usuários de benzodiazepínicos: grupos no município do Rio de Janeiro.

Metodologia ou descrição da experiência: Na Policlínica Piquet Carneiro/UERJ, foram identificados 200 pacientes apresentando quadros de ansiedade e depressão com uso crônico de benzodiazepínicos. Foram estruturados grupos liderados por psicólogo e psiquiatra, de caráter trimestral, regulares, com os mesmos pacientes. Neste estudo são apresentados os grupos realizados, avaliando as modificações trazidas pela intervenção que incluiu diagnostico adequado, tratamento correto dos quadros depressivos, informação e orientação sobre os quadros de ansiedade e depressão, escuta do sofrimento dos pacientes, reforço a autoestima, auto cuidado, e atividades prazerosas, incluindo reforço à participação nas atividades de promoção de saúde da ESF.

Resultados: Pacientes seguros com nova proposta terapêutica, acolhidos em seu sofrimento, satisfeitos pelo cuidado. Com diagnóstico, medicação, informação e esclarecimento adequado, o grupo funciona como espaço de apoio e reflexão sobre suas vidas, o resgate de sua autoestima e suporte a atividades prazerosas que permitem uma melhora das queixas, elaboração de fantasias sobre seu processo de adoecer e reconstrução da vida. Observamos que 60% dos pacientes melhoram, apresentando redução de sintomas e retomada de suas vidas e que os 40% que não melhoram são pacientes que não aceitam usar antidepressivos ou que passam por situações psicossociais graves reagudizando seus quadros clínicos

Conclusões ou hipóteses: Nos resultados obtidos podemos destacar a relevância da inserção da ferramenta grupo como proposta de cuidado a estes pacientes, centrados no diagnostico e medicação correta, apoio, informação e esclarecimento sobre estes transtornos e sua associação com as dificuldades de suas vidas, conseguindo melhoras no funcionamento social e na qualidade de vida, abordando essa realidade de forma integral.

 


Palavras-chave


Grupos; Saude Mental; Uso Crônico de Benzodiazepínicos

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